Espaço para compartilhar ideias e informações sobre Educação Infantil. Uma iniciativa do MATHEMA formação e pesquisa. Apoio: Material didático do Projeto Ciranda - Mathema.
Um espaço para compartilhar ideias e informações sobre Educação Infantil
quarta-feira, 16 de maio de 2012
segunda-feira, 14 de maio de 2012
sexta-feira, 4 de maio de 2012
sexta-feira, 27 de abril de 2012
Formando leitores do mundo
Uma das missões mais
importantes da escola, sem dúvida, é ensinar as crianças a ler e escrever. Porém,
há quem pense ainda que o trabalho de leitura e escrita se reduza ao uso de
cartilhas, em aulas de Língua Portuguesa, que começariam a partir do Ensino
Fundamental.
Nada disso. Formar
leitores e escritores é um desafio que envolve a escola inteira, em todas as
áreas e durante todo o tempo de permanência da criança no ambiente escolar.
Assim, em Matemática, em
Arte, Natureza, Sociedade, no trabalho com o Movimento ou mesmo na Linguagem
Oral e Escrita, as crianças devem ser convidadas a ouvir e a contar histórias,
recitar parlendas, ler ou registrar as regras de um jogo, ler notícias de
jornais, enfim, explorar a linguagem.
Afinal, o mundo real é
assim, não é? A palavra nunca aparece isolada, mas sempre em situações de uso.
Essa é a perspectiva
adotada pelo Ciranda. Ler e escrever é mais do que conhecer (às vezes, mecanicamente)
o código escrito (conhecendo as letras, unindo-as em sílabas, formando
palavras).
Muito mais do que isso,
trata-se de formar usuários da língua escrita, que veem sentido no aprendizado,
aprendem a se expressar e a participar da cultura escrita.
Por isso, com o Projeto
Ciranda a escola toda se torna um ambiente alfabetizador, ou seja, um espaço
onde se promove um conjunto de situações de usos reais da leitura e escrita na
quais as crianças têm a chance de participar.
Basta um exemplo simples: dentro
do Projeto Ciranda, as crianças participam de todas as oportunidades de
expressão – ajudam a escrever convites, registram os “combinados”, leem os
comunicados com os pais, enfim, compartilham do universo onde a palavra escrita
é a chave da compreensão.
Projeto Ciranda, uma
proposta para formar leitores do mundo!
segunda-feira, 23 de abril de 2012
Inscrições abertas: II CONGRESSO INTERNACIONAL DE EDUCAÇÃO MATEMÁTICA.
Sexta, dia 15/06
19h30 Conferência de abertura:
"A escola e a construção do número pela criança"
Prof. Dra. Constance Kamii - Prof. Titular da Universidade de Birmingham
Tradução consecutiva: Prof. Ms. Marta Rabioglio
"A escola e a construção do número pela criança"
Prof. Dra. Constance Kamii - Prof. Titular da Universidade de Birmingham
Tradução consecutiva: Prof. Ms. Marta Rabioglio
21h Palestra:
Formação de conceitos e dificuldades de aprendizagem
Prof.ª Ms Ivanilde Moreira
Formação de conceitos e dificuldades de aprendizagem
Prof.ª Ms Ivanilde Moreira
Sábado, dia 16/06
Oficinas.
Domingo, dia 17/06
8h30 às 10hs - Palestra:
"Avaliando competências no ensino de matemática"
Prof Dr Vasco Moretto
"Avaliando competências no ensino de matemática"
Prof Dr Vasco Moretto
10h30 às 12h30 - Conferência de
encerramento:
"Resolução de problemas: redimensionando seu lugar e seu papel na formação matemática do aluno"
Prof.ª Dra Kátia Stocco Smole
"Resolução de problemas: redimensionando seu lugar e seu papel na formação matemática do aluno"
Prof.ª Dra Kátia Stocco Smole
quinta-feira, 19 de abril de 2012
Um exemplo de Resolução de Problemas.
A minhoca gosta de claro ou de escuro?
No projeto Ciranda, a resolução de problemas é uma perspectiva inserida em todos os eixos. Aqui, um exemplo ilustrativo de uma atividade na área de Natureza e Sociedade.
A situação-problema da qual parte uma atividade pode ser, por
exemplo a vida das minhocas. Ao invés de simplesmente ‘ensinar’ as
características desses animais, a professora lança perguntas provocativas,
como: “onde elas vivem?”; “Têm patas?”; “Têm olhos?”; “Será que as minhocas
gostam de claro ou do escuro?”.
A professora não apenas ouve a resposta das crianças, mas pede
que justifiquem, e assim verifica o argumento ou raciocínio envolvidos. Pode
sugerir, então, que as próprias crianças comprovem qual é a melhor resposta. O
educador verifica o que elas propõem ao desafio: “o que podemos fazer para
saber se as minhocas gostam ou não do escuro?”.
Essa é a situação-problema, em que a professora vai conduzir uma
investigação científica, sempre a partir das propostas das crianças,
ajudando-as a organizar as ideias, registrá-las em um papel e sistematizá-las,
de forma adequada à faixa etária. Essa é uma etapa fundamental, que proporciona
diversas experiências educativas e de expressão.
Na perspectiva de resolução de problemas, não há apenas um único
caminho a ser adotado pelo professor. Um desdobramento possível é que o
professor proponha a construção de um minhocário como ‘campo de testes’. Essa
construção é mais do que uma brincadeira ou experiência. Na verdade, as
crianças estão produzindo um modelo para a investigação científica.
As crianças participam ativamente. O minhocário pode ser feito
em uma garrafa grande, aquário ou outro suporte. Sua construção permitirá um
novo salto na investigação... Aqui surge uma primeira resposta a tantas
questões. As minhocas gostam, sim, de escuro pois ficam frequentemente sob a
terra – dado que pode ser constatado pelas crianças.
Depois de alguns dias, as crianças poderão observar, entre
outras coisas interessantes, os túneis cavados pelas minhocas e a sua atividade
de revolverem o solo; a terra jogada para fora dos túneis pelas minhocas; a
subida à superfície, quando a terra estiver encharcada pela água e a reprodução
das minhocas. Nesse caso, poderão ser observados casulos de ovos em volta do
corpo de algumas das minhocas ou “saquinhos de ovos” colocados, em geral,
presos a pequenos gravetos.
É um rico material que a professora explora. Todas as
observações das crianças são importantes.
As crianças poderão relacionar, nesse caso, o comportamento
observado à necessidade que as minhocas têm de respirar: ao encharcar o solo, a
água ocupa o lugar do ar, de que as minhocas necessitam para respirar e que
elas absorvem por intermédio da pele e de pequenos orifícios.
Por fim, a professora já tem a base para levar as crianças a
ampliarem os conhecimentos, extrapolando para outros ambientes e situações. Por
exemplo, a observação que fizeram ao que acontece nos jardins depois que chove
muito ou ao que fazem os pescadores quando querem recolher minhocas no jardim.
Assim, o que poderia ter sido uma simples aula para alunos
passivos, tornou-se uma jornada científica de descobertas que produziu,
sobretudo, crianças motivadas a aprender e a investigar.
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